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Dados comprovam que jornada reduzida aumenta produtividade dos servidores do judiciário do Tocantins

O levantamento feito com base nos dados do “Cenarius”, ferramenta que mede o índice de produtividade do Judiciário, mostra que o desempenho dos servidores em jornada reduzida e maior que o em jornada convencional.

O comparativo feito mostra que durante os 30 dias de julho de 2019, quando o servidores atuaram em jornada de 6 horas corridas, foram julgados 12.948 processos dos 15.079 distribuídos, um desempenho melhor que o de julho de 2018, quando foi adotado o horário convencional e em que foram julgados 11.067 dos 14.308 distribuídos.
Na comparação entre os dois períodos, o Judiciário julgou 1.881 processos a mais em julho de 2019.” Os números mostram que além de melhorar a produtividade do servidor, a jornada reduzida também contribui com a redução dos gastos com despesas básicas, como telefone, água e energia”, explicou o preside do Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Tocantins (Sinsjusto), Fabrício Ferreira de Andrade.

A jornada de 6 horas era uma demanda antiga dos servidores que é defendida pelo Sinsjusto. De acordo com o presidente, além de valorizar a classe, o novo horário também contribui com a saúde física e mental dos servidores. “Sempre é bom lembrar que a jornada de seis horas é realidade no Executivo e no Judiciário de vários Estados, sem afetar o rendimento do servidor e a qualidade no atendimento à sociedade”, destacou Andrade.

O estabelecimento da nova jornada teve o aval do Tribunal Pleno e está ancorada juridicamente na decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acerca da autonomia dos tribunais para fixar seu funcionamento. “Essa foi uma adequação histórica, que facilitará a prestação do serviço e impulsionará o acesso da população, que poderá procurar o judiciário fora do horário comercial”, finalizou o representante do Sinsjusto.